domingo, 25 de fevereiro de 2018

Ponte de Lima


Sempre que surge a oportunidade - dia livre e bom tempo - gostamos de sair para conhecer ou rever locais, na condição de não sermos sujeitos a longo percurso de estrada.
Ora vivendo no Porto, acabámos quase sempre por escolher o Minho ou Trás-os-Montes, para essa escapadela de um dia, aproveitando as magníficas vias de comunicação, as tais que nos endividaram e quase desgraçaram, mas que, pontualmente são extremamente úteis - chega-se depressa e em segurança, mesmo que tal implique portagens caras.
Voltando ao que aqui, hoje, me traz, na última sexta-feira rumámos a Ponte de Lima, outra vez!
É que, mais do que conhecer lugares, o que realmente me seduz é perder-me nos seus recantos, respirar o seu ar, a sua atmosfera e compreender como vivem as suas gentes.
Parece-me que aqui, em Ponte de Lima, se vive muito bem.
Sobressai, antes de nada, a calma, o quase silêncio, a tranquilidade que tanta qualidade dão ao dia a dia.
O rio!
O magnífico rio Lima, belo e sereno. Verde! Sugerindo vida. Cristalino e puro.
À volta do rio, das suas margens, se desenvolveu e cresceu a povoação, muito rural, mas, ao mesmo tempo, muito nobre, com edifícios que o comprovam, todos impecavelmente preservados ...

Fiz fotos. Elas, mais que as palavras, retratam o clima, a atmosfera de quem aqui vive. 



Marcas de ruralidade, que , no caso, é qualidade de vida - tanto terreno cultivado, quanta exuberância!

Sobre o rio, a ponte romana, impecável, utilizada apenas por peões.
Ao fundo, na outra margem, a igreja de Santo António.



Um comandante romano, a cavalo.


A história reza assim:
Chegados ao local, extasiados com a sua beleza, os soldados romanos recusaram-se a travessar o Lima, acreditando tratar-se de Letes, o rio do esquecimento.
Para os dissuadir, o comandante atravessou o rio e da outra margem, chamando-os, os convenceu da perfeita inocência do local


Que o receio dos soldados não era infundado, prova-o a exuberância, a beleza extrema do rio Lima 



Mais bonito, será difícil achar
O centro da vila é igualmente cativante, extremamente limpa e organizada, preservando os edifícios antigos em perfeitas condições .
Existe um enorme parque de estacionamento, gratuito, na margem do rio. Tudo é facilitado. Deixa-se o carro e passeia-se comodamente.


O mercado, também restaurante



O centro da vila com os seus edifícios perfeitamente conservados .





















Para conquistar o palato, os produtos regionais de extrema qualidade, tentando os inocentes visitantes.









Difícil resistir à tentação - há que comprar, há que trazer para casa os sabores únicos do Minho.


Ainda junto à margem do rio, conjuntos escultóricos retratando algumas das atividades  tradicionais:













 Ponte de Lima é atravessada por um dos Caminhos de Santiago, o percurso feito por caminhantes vindos de todo o mundo.
Do outro lado da ponte romana, uma saudação aos peregrinos:






É por tudo isto - e ainda pelo almoço magnífico ... - que Ponte de Lima é e  sempre será  um destino extraordinário, que vale a pena repetir.
E a quem pretender pernoitar não faltam opções num Turismo de Habitação de elevadíssima qualidade.
Qualquer dia volto!

Beijo
Nina

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Vermelho e preto

De vermelho e preto me vesti, porque gosto da combinação de cores, porque o dia estava lindo, quente, mesmo e porque me apeteceu.


As calças são antigas.
Acho que um par de calças nesta cor é um bom investimento, quase tão rentável como são os jeans, as calças brancas ou as pretas.
A camisola / blusa às riscas, em preto e branco, também me parece ser uma excelente compra.


Combinei com parka , também ela em preto, também ela com um bom par de anos - é o seu terceiro Inverno, logo um ótimo investimento. 



Sapatilhas / ténis brancos - combinam com tudo, mas sujam-se imenso.
Felizmente, há muito que os lavo na máquina, sem problema - ficam como novos.
A carteira / mala é preta, também ela indispensável - nunca nos deixa ficar mal.


Completei com lenço preto - já tinha dito que adoro lenços?



Assim me vesti, hoje em Ponte de Lima.
Lá almocei.

Tenho imagens da visita, para mais tarde mostrar.

Bom fim de semana, meninas e meninos que me acompanham.

beijo
Nina



quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Cores



Pincelei, pintei, colori!
O que era um casaco comprido azul escuro.
Usei um lenço, um enorme lenço que se enrosca à volta do pescoço.


O poder dos lenços!
É imenso!
Um lenço muda tudo.


No Shopping, pela manhã, quando o espaço é sereno ...

Um café, um jornal ... e um lenço ao pescoço ...

Nos pés, a ousadia de sapatos primaveris e calças claras e frescas ...

Uma carteira que há muito aguardava sair em cena. Saiu.
Jogou com os azuis que me vestiam ...

... e com o enorme lenço que - senti - me elevava, me diferenciava, me distinguia.
E, como sabemos, o importante mesmo é como nos sentimos.

Adoro lenços.
Tenho muitos.
Uns comprados, outros oferecidos e ainda outros que, num repente de ousadia eu costurei.
Adoro lenços!

Beijo
Nina

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Tricô, adeus!



O título deste texto é uma espécie de rampa de lançamento para as mais diversas cogitações, mas, - posso garantir - na realidade não se trata de qualquer trágica despedida. É apenas um adeus temporário, agora que as temperaturas começam decididamente a subir.
Ora "calor" e "tricô" não se conjugam no mesmo tempo, em qualquer tempo. Apenas quando faz frio. Então essa é verdadeiramente uma atividade aconchegante. Com calor - já se conclui -não é!

Ocorre, então, que me aproximo rapidamente do "adeus" ao tricô.
Será, contudo, uma despedida em grande, em apoteose que o momento justifica.

Se bem se recordam, dei conta AQUI, da compra desta belíssima lã:

Sim?
Lembram-se?


Depois de muito pensar, imaginar, escolher e descartar possibilidades, acabei, com imenso entusiasmo por descobrir o modelo, o tal que abracei sem sombra de hesitação:



Este!

O mais extraordinário é que já tive uma camisola / blusa exatamente neste modelo e nesta cor.
Não sei o que destino teve, esqueci!
O que não esqueci é que adorava esta camisola /blusa e que com ela compunha conjuntos brancos para pleno Inverno. E que foi um sucesso!

Não é de admirar portanto que, ao bater nesta imagem, se tenham acendido todas as luzinhas das minhas memórias gloriosas e que, sem hesitar, tenha dado por concluída a busca.
Achei!

Onde?
Onde é que fui desenterrar este tesouro?

Aqui?


Esta RAKAM foi uma das que salvei do lixo na garagem da casa dos meus pais. Só lamento que não tenha conseguido resgatar todas - eram tantas, tantas! Uma pena, tanto mais que as atuais são muito fraquinhas. De modo que tenho meia dúzia de Rakams antigas que guardo com carinho, desvelo e sempre como última solução para a salvação da pátria!

Pus mãos à obra  e a coisa promete.


Encontro-me ainda naquela fase em que posso decidir desmanchar tudo e mudar para agulhas mais finas ou mais grossas


O ponto não tem segredo.
Trata-se de uma série de "tranças" que se repetem segundo um esquema muito simples.

Guardo a tarefa para o serão, o melhor momento do dia, aproveitando as noites, para já frias.
Depois será o adeus!
Um doce adeus.


Beijo
Nina

domingo, 18 de fevereiro de 2018

O sol, finalmente!



Sábado, por fim, o sol brilhou, depois de semanas de chuva, nevoeiro e frio.
 Soube mesmo bem, soube já a Primavera.

É certo que o vento soprava possesso, enfurecido, lá das bandas do norte, soprava enlouquecido, mas, ainda assim, não apagou o entusiasmo de um dia de sol.



Oh! P'ra mim!
Uma louca desgrenhada ...

...  despenteada, mas sem casaco, sem frio!


Digamos, em abono da verdade,  que estar exposta à ventania não era, não é, o paradigma do conforto, porém que importa?
Havia /Há sol!


Estive na costa, na Galiza, na estrada que liga La Guardia a Baiona ...

Uma costa maravilhosa, uma estrada fantástica que percorre todo o litoral

É um dos meus locais preferidos ...

... com mar bravo, mas profundamente azul.
Com ilhas e ilhotas lá ao fundo ...

Com muitos rochedos - as praias de areia são praticamente inexistentes ...

Só esta beleza selvagem, em estado puro, enche o olhar, cala fundo.


Tenho percorrido esta estrada inúmeras vezes.
Vindo de Cerveira, é um instante para chegar.
Às vezes vamos para passear, outras com o propósito de (re)visitar Baiona e pernoitar no Parador, outras para almoçar.
Seja como for, qualquer pretexto é bom para percorrer esta estrada.

Desta vez, almoçámos.
Junto a este imenso mar come-se o mais incrivelmente fresco peixe e marisco.

Quase por acaso, escolhemos o Rocamar, um restaurante excelente quer pelo tratamento quer pela qualidade da comida.
Vamos voltar.
Se pudermos, fora do fim de semana, com garantia de maior tranquilidade, menor enchente de comensais.

Se a beleza do local não o justificasse - e justifica, justifica inteiramente - a promessa de um almoço  excelente fá-lo-ia.

Bom domingo!
Aproveitem o sol!

Beijo
Nina

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Cinzento


Até gosto muito de cinzento como cor, é neutra e combina com tudo ou quase tudo, quer se trate de decoração quer de vestuário. Digamos que é pacífica e pacificadora.
O mesmo não posso afirmar em relação ao tempo ... cinzento, que é profundamente deprimente, principalmente quando se prolonga por dias a fio.
É o que acontece.
É uma chuvinha miúda, uma névoa, quase um nevoeiro cinzento que engole tudo e todos.
Não se pode sair. O trânsito está caótico. Não se pode andar a pé - a chuva entranha-se e não há guarda-chuva que nos valha... isto para não referir o cabelo que com tal humidade vira uma massa estranha,disforme,  quase carapinha. Uma tristeza.







Pela manhã, vesti-me de vermelho combinando com preto. Acho que anima. Acredito que sim. E arranjei-me com cuidado, como quem tem um dia repleto de afazeres (que tenho / tive) e sol  esbanjando calor e ânimo. Aguentei disposta até meio da tarde. Depois, o cinzento caiu-me em cima e quase me invadiu.
Xô! cinzento!
Xô! neura!


Resolvi intervir!


Fui para a cozinha e preparei a verdadeira comida de conforto, um estufado, uma jardineira, o que se lhe quiser chamar, coisinha simples, muito boa.

Com muita cebola, muitos legumes ...


... tudo borbulha devagarinho num banho perfumado em que o subtil aroma do cravinho dá o toque mágico

Será um jantar especial, com um prato banal.
Será um jantar que só em casa é possível comer.
Sem pruridos dietéticos, sem frescuras!
Com molho, muito molho para molhar o pão.
E um pouco de vinho tinto.
E lareira crepitando.

Nada de cinzento! O paladar e o olfato sobrepõem-se à visão.
Cortinas corridas, tudo é ameno, com cheirinho bom de comida caseira e conforto que enche a alma.

Tenham um bom serão!

beijo
Nina